FILHOS DO FIM DO MUNDO, FÁBIO M. BARRETO

Desde o começo do ano quando saí do blog em que escrevia sobre livros sentia muita saudades de escrever sobre o que lia, até que conheci o app do Amino e a comunidade de leitores Br, mas e o nervosismo para escrever? Pois bem, essa é uma primeira tentativa e aqui abordo as minhas impressões quanto ao livro Filhos do Fim do Mundo do autor brasileiro Fábio M. Barreto, espero que se interessem a ler o livro!

O autor além de escritor é podcaster, tendo trabalhado longa data no RapaduraCast e atualmente com o seu podcast Gente Que Escreve, vive em Los Angeles e já participou das redações dos jornais: O Estado de S. Paulo e Jornal da Tarde, tendo publicado conteúdos até na CNN, ou seja, ele tem um currículo bem extenso. Filhos do Fim do Mundo é o seu primeiro romance e traz uma premissa interessantíssima:

"É meia-noite quando a humanidade é surpreendida pela notícia – todas as crianças nascidas nos últimos 12 meses morreram misteriosamente. Descobrem também que plantas e filhotes também morreram"

A história contada em terceira pessoa vai dividir a trama em vários pontos de vista sobre o evento e focar mais no Repórter, no Governador do estado e em um Blogueiro famoso, mas por que eu coloquei essas profissões em maiúsculo? Porque esses são os nomes dos personagens, isso mesmo, os personagens não tem nomes e são caracterizados por suas profissões ou relações afetivas com os principais personagens, o que torna o livro muito interessante e humanizado, afinal essa história pode se passar em qualquer estado do mundo ocidental pela forma como foi escrita facilitando a sua identificação com os personagens.

O livro começa com o Repórter indo atrás de uma possível solução para o problema, já que havia visitado bunkers comprados por pessoas ricas e escrito recentemente uma matéria sobre o medo deles de um evento que causasse o fim do mundo e não é que eles acertaram? Assim o Governo (governo aqui está em maiúsculo porque a entidade funciona como um personagem a parte no livro) vai propiciar ao Repórter que tente encontrar uma cura, ou ao menos uma criança menor de um ano viva, para que haja ao menos uma esperança. Nessa jornada vamos conhecer lugares desertos e bases militares mega escondidas, além de chegar até a ver a curvatura da terra, ver o que um blogueiro pode fazer fora da internet e como em algumas situações o medo faz com que as pessoas ajam de forma irracional.

O escritor consegue te enganar diversas vezes durante a história, quando você acha que ele vai seguir por um rumo e ele vai por outro, colocando clichês utilizados como técnicas para resolver os problemas da narrativa e brincando com esses elementos, entre outros.

Recomendo fortemente este livro, não esperava nada de surpreendente da história, muito menos uma escrita tão inteligente e criativa.

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